A comparação é definitivamente a pior armadilha na qual podemos entrar. Por isso é tão importante ter clareza de quem nós somos, principalmente no nosso papel de mãe, que é o campeão em frustração comparativa. Quando a gente sabe quem é, passamos a valorizar mais o que fazemos de bom (e isso cabe à gente e não aos outros), do que ficar se martirizando ou se culpando pelo que a gente não faz (porque não gosta ou não consegue). 

Não sou nem nunca serei a única referência de nada para eles.

Definitivamente não sou aquela mãe que curte brincar de pega-pega, de esconde-esconde dentro de casa, e apesar de ter brincado muito de barbie na minha infância, hoje em dia eu aguento 15 minutos e um sono muito absurdo me acomete. Sempre que sentamos pra brincar, o olho que enxerga a bagunça me direciona a arrumar e colocar as coisas no lugar certo: meus filhos já sabem. 

Maria e seu filho, Bruno.

Agora, quer saber onde eu sou boa? Sento no chão e brinco de massinha até não poder mais, ou jogo da memória, quebra-cabeças, qualquer coisa de montar, de descobrir… Quer saber meu programa preferido? Levar pro teatro e pra brincar na livraria, contar história antes de dormir, livrinhos de pintura e procurar os 7 erros dos desenhos. Pra bater papo-cabeça também, é comigo mesmo! Dá pra se culpar por isso? De jeito nenhum! Não sou nem nunca serei a única referência de nada para eles, assim como ninguém é. Temos o pai, os tios, os avós, os amigos, uma galera que com certeza também contribui para o divertimento deles e que também construirão memórias e referências de uma infância bem curtida.

Estou dizendo isso porque sei que muita mãe se culpa, mas a notícia ótima é que a gente só precisa ser a gente, com tudo de melhor que temos a oferecer. No final das contas, nossos filhos precisam “menos” da gente, e mais de liberdade para serem também eles mesmos e encontrarem suas preferências na vida.  Acho ótimo se concentrar e valorizar nossos pontos positivos e entender que não existe jeito certo, mas jeito amoroso de cuidar dos nossos filhos.

 

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texto por Maria Toledo

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